terça-feira, 18 de maio de 2010

Ictericia por leite materno‏

Tem descrito da literatura 2 formas:
- Ictericia propria do RN agravada pela baixa ingesta de leite materno devido a erros de técnica ou falta de apoio.
O RN apresenta níveis de hiperbilirrubinemia mais elevados que os esperados para um icterícia " fisiológica", devido ao retardo na eliminação de mecônio pela baixa ingesta de colostro e consequentemente reabsorção da BI pelo ciclo entero-hepático. Geralmente associada a perda excessiva de peso durante a internação ( mias que 2% dia )
O tratamento é apoio nas mamadas, fototerapia e evolui bem e rápido.
Ictericia pelo leite materno do RN é mais prolongada, geralmente o RN mantem níveis elevadoas na 2ª semana de vida.
Hoje é diagnótico de exclusão , após afastadas as demais causas de hemólise no RN. É descrito pela presença de esteróides no leite materno que interferem na conjugação da bilirrubina aumentando os níveis de BI.
O RN poderá apresentar uma ictericia proporia do RN no 2-4 dia de vida , porém com níveis mais elevados , sem hemólise permanece em fototerapia ( octofoto ou em biliberço) .
A suspensão da amamentação somente é indicada se os níveis forem de exsanguineo transfusão, que hoje são mais altos , de acordo com idade, peso , intercorrências clinicas ao nascimento( asfixia, hipotermia, hipoglicemia ).
Caso seja necessario a suspensão, em 24h, os níveis caem mais que 50% , em seguida retorna-se a amamentação, sem voltar a elevação nos niveis de BI.
SE HOUVER NECESSIDADE DA SUSPENSÃO , a mãe deverá ser bem orientada e aconselhada , manter a lactação com ordenhas frequentes durante o peíodo da suspenção , e no retorno tranquilizá-la que não mais haverá problemas, aconteceu pela inaturidade enzimática .
Já atendi alguns casos , que o leite materno tinha sido suspenso porque os níveis de BI chegaram a 17-128 mg/dl no 5-6DV, sem indicação para a conduta e disseram que o leite poderia causar niveis mais elevados dando dano cerebral. Qdo os níveis abaixaram, a mãe ficou com medo de retornar a amamentação.
Espero ter exclarecido sua dúvida.
Coloco-me a sua disposição para maiores esclarecimentos.
Atenciosamente

Maria José Guardia Mattar
Médica neonatologista
Coordenadora do BLH-HMLMB-SES- SP

sábado, 27 de fevereiro de 2010

G E S T A Ç Ã O D E A L T O R I S C O

Toda gestação traz em si mesma risco para a mãe ou para o feto. No entanto, em pequeno número delas esse risco está muito aumentado e é então incluído entre as chamadas gestações de alto risco. Desta forma, pode-se conceituar gravidez de alto risco "aquela na qual a vida ou saúde da mãe e/ou do feto e/ou do recém-nascido, têm maiores chances de serem atingidas que as da média da população considerada" (Caldeyro-Barcia, 1973).

O interesse pela gestação de alto risco data da década de sessenta e, como seria de se esperar, despertou a atenção de inúmeros estudiosos, no mundo inteiro. Para a generalização dos conhecimentos, o primeiro passo era a identificação, em determinada população, daquelas que tivessem fatores de risco. Assim, surgiram inúmeras tabelas e escores na literatura mundial, diferentes entre si, por relatarem realidades de países, ou mesmo regiões diferentes.

No Brasil, por suas grandes dimensões e, principalmente pelas

diferenças sócio-econômico-culturais, evidenciam-se fatores

de risco diversos para as várias regiões. Partindo-se desta

constatação, parece ser de maior interesse listarem-se os fatores

mais comuns na população em geral. Assim, os fatores

geradores de risco podem ser agrupados em quatro grandes

grupos, que são:

1. Características individuais e condições sócio-demográficas

desfavoráveis;

2. História reprodutiva anterior à gestação atual;

3. Doenças obstétricas na gestação atual;

4. Intercorrências clínicas.

As situações listadas no Quadro 1, embora de risco, devem

ser abordadas, quanto ao atendimento especializado, na

dependência da estruturação dos serviços locais. De maneira

geral, são inicialmente atendidas no nível primário, e referenciadas posteriormente, se necessário, para níveis mais complexos de

atenção. Na atenção às gestantes ditas de "baixo risco",

deve-se atentar para o aparecimento ou agravamento dos

referidos fatores. A ausência de controle pré-natal, por si mesma, é um fator de risco para a gestante e o recém-nascido.

Quadro 1. Fatores de risco na gravidez (Tedesco, 1999, modificado)

1. Características individuais e condições sócio-demográficas

desfavoráveis

_ Idade menor que 17 e maior que 35 anos

_ Ocupação: esforço físico, carga horária, rotatividade de

horário, exposição a agentes físicos, químicos e biológicos

nocivos, estresse.

_ Situação conjugal insegura

_ Baixa escolaridade

_ Condições ambientais desfavoráveis

_ Altura menor que 1,45 m

_ Peso menor que 45 kg e maior que 75 kg

_ Dependência de drogas lícitas ou ilícitas

2. História reprodutiva anterior

_ Morte perinatal explicada e inexplicada

_ Recém-nascido com crescimento retardado, pré-termo ou

malformado

_ Abortamento habitual

_ Esterilidade/infertilidade

_ Intervalo interpartal menor que 2 anos ou maior que 5 anos

_ Nuliparidade e Multiparidade

_ Síndrome hemorrágica ou hipertensiva

_ Cirurgia uterina anterior

3. Doença obstétrica na gravidez atual

_ Desvio quanto ao crescimento uterino, número de fetos e

volume de líquido amniótico

_ Trabalho de parto prematuro e gravidez prolongada

_ Ganho ponderal inadequado

_ Pré-eclâmpsia e eclâmpsia

_ Diabetes gestacional

_ Amniorrexe prematura

_ Hemorragias da gestação

_ Aloimunização

_ Óbito fetal

4. Intercorrências clínicas

_ Hipertensão arterial

_ Cardiopatias

_ Pneumopatias

_ Nefropatias

_ Endrocrinopatias

_ Hemopatias

_ Epilepsia

_ Doenças infecciosas

_ Doenças autoimunes

_ Ginecopatias

domingo, 17 de janeiro de 2010

Gravedez Ectópica

Gravidez Ectópica
O que é gravidez ectópica?

É a gestação que se desenvolve fora da cavidade uterina. Numa gravidez ectópica, o embrião não se implanta no útero, como deveria, mas num lugar incapaz de agüentar eficazmente seu pleno desenvolvimento. Geralmente, estas gravidezes ocorrem na trompa de Falópio antes que o embrião chegue ao útero.

A gravidez ectópica trata-se de um quadro hemorrágico, que contribui com 3 a 4% da mortalidade materna. É também chamada de gravidez extra-uterina e tem incidência de 1%, esse número vem se elevando nas últimas décadas.

Estima-se que cerca de 64% das gravidezes tubárias se solucionam espontaneamente, não sendo necessário fazer coisa alguma.

Sua recorrência é de aproximadamente 20%.
Os tipos de gravidezes ectópicas são vários (infundibular, tubária, ampolar, ístmica, intersticial, abdominal, ovariana, cervical e outras) mas a mais comum de todas é a tubária, representando cerca de 95% dos casos.

O embrião em desenvolvimento desgasta rapidamente o revestimento da trompa e cresce dentro das camadas adjacentes da trompa (crescimento luminal extra). Finalmente, isso ocasiona hemorragia e ruptura da trompa.

O rápido crescimento do embrião num estado incapaz de agüentar isso tudo, acarreta a morte da criança e ameaça gravemente a vida da mãe, a não ser que ocorra alguma intervenção.

Qual a causa a gravidez ectópica?

As causas são ovulares e tubárias. As causas ovulares referem-se à nidificação precoce do blastocisto, que assim nidifica na tuba.

As causas tubárias podem ser anatômicas (malformações, tumores, sinéquias e cirurgias pélvicas) ou funcionais (alteração da motilidade ou endossalpingite após processo inflamatório), por endometriose ou ainda psicogênicas. Infecção é a causa mais frequente, como a clamídia.

A razão porque uma gravidez ectópica pode ser perigosa é pela hemorragia que pode ocorrer juntamente com ruptura das paredes tubais.
A gravidez pode correr até 8 semanas antes da mulher começar a sentir dor e procurar ajuda médica. Se a tuba se romper antes que uma cirurgia seja feita, a mulher pode falecer devido à hemorragia interna (hemoperitônio).

Quais os sintomas?

Os sintomas da gravidez ectópica são similares aos de uma gravidez intra-uterina (normal) nos primeiros estágios: falta da menstruação, seios inchados e doloridos, náusea, vômitos e fadiga mas, dores no abdômem virão em seguida.

A dor começa devagar e vai se aprofundando com o passar dos dias até ficar insuportável. Pode ser sentida no lado esquerdo ou no lado direito inferior do abdômem.

A gravidez ectópica pode ser notada apalpando-se o lado esquerdo ou direito do abdômem mas o médico deve ser muito cuidadoso para não ajudar em uma possível ruptura.

O sangramento uterino é geralmente associado à uma gravidez ectópica bem como dores na região inferior do abdômem principalmente durante qualquer atividade física, relações sexuais ou ao abaixar-se. E também, se a mulher está com pulso rápido, pressão baixa e apresenta baixa contagem de hemoglobinas.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Pensar na pessoa amada diminui a dor

Pensar na pessoa amada diminui a dor. É o que sugere um estudo feito na Universidade da Califórnia em Los Angeles e publicado na revista Psychological Science. O experimento foi realizado com universitárias americanas que tinham um bom relacionamento com o namorado havia no mínimo seis meses. Durante o teste, enquanto olhavam para a fotografia do parceiro, as jovens deviam colocar a mão em uma superfície que esquentava gradualmente. Pesquisadores constataram que as moças eram menos resistentes à sensação dolorosa quando eram submetidas ao mesmo estímulo mas fitavam a imagem de um estranho. Os mesmos resultados foram obtidos quando o experimento foi repetido de forma diferente: em vez de olhar para o retrato, as participantes podiam segurar a mão do namorado ou do desconhecido no momento da aplicação do estímulo. O estudo mostrou como a relação afetiva pode ter influência não só sobre as emoções,mas também em aspectos físicos – e, nesse caso, associados ao controle fisiológico da dor.

fonte: http://www.uol.com.br/vivermente/noticias/pensar_na_pessoa_amada_diminui_a_dor.html

sábado, 9 de janeiro de 2010

Garantia de Direito Para Todos

CAPÍTULO VII
DO SUBSISTEMA DE ACOMPANHAMENTO DURANTE O
TRABALHO DE PARTO, PARTO E PÓS-PARTO IMEDIATO
(Incluído pela Lei nº 11.108, de 2005)

Art. 19-J. Os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde - SUS, da rede própria ou conveniada, ficam obrigados a permitir a presença, junto à parturiente, de 1 (um) acompanhante durante todo o período de trabalho de parto, parto e pós-parto imediato. (Incluído pela Lei nº 11.108, de 2005)

§ 1o O acompanhante de que trata o caput deste artigo será indicado pela parturiente. (Incluído pela Lei nº 11.108, de 2005)

§ 2o As ações destinadas a viabilizar o pleno exercício dos direitos de que trata este artigo constarão do regulamento da lei, a ser elaborado pelo órgão competente do Poder Executivo. (Incluído pela Lei nº 11.108, de 2005)

Art. 19-L. (VETADO) (Incluído pela Lei nº 11.108, de 2005)

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Aborto

Aborto

por Leonardo Leite

Aborto é a interrupção da gravidez pela morte do feto ou embrião, junto com os anexos ovulares durante qualquer momento da etapa que vai desde a fecundação (união do óvulo com o espermatozóide) até o momento prévio ao nascimento.

O aborto pode ser classificado em espontâneo ou provocado.


Aborto espontâneo

Ocorre quando uma gravidez que parecia estar desenvolvendo-se normalmente termina de maneira involuntária, ou seja, quando a morte é produto de acidente, alguma anomalia ou disfunção não prevista nem desejada pela mãe. O aborto espontâneo também pode ser chamado de aborto involuntário ou "falso parto".

O aborto espontâneo é quando a perda do embrião se dá antes da vigésima semana de gestação (5 meses), quando o feto não está em condições de sobreviver fora do útero materno. A maioria dos abortos espontâneos ocorrem durante o primeiro trimestre, diga-se, nas primeiras 12 semanas.

Calcula-se que 25% das gestações terminam em aborto espontâneo, sendo que 3/4 ocorrem nos três primeiros meses de gravidez.

Existem dois tipos de aborto espontâneo: o aborto iminente e o inevitável.

• O aborto iminente é uma ameaça de aborto. A mulher tem um leve sangramento seguido de dores nas costas e outras parecidas com as cólicas menstruais.

• O aborto inevitável é quando se tem a dilatação do útero para expulsão do conteúdo seguido de fortes dores e hemorragia. O aborto inevitável é dividido em três tipos: o incompleto que é quando ocorre depois da saída dos coágulos a saída restante do conteúdo e o aborto preso, que é quando o ovo morre, mas não é expelido.


Causas

A causa do aborto espontâneo no primeiro trimestre mais comum é uma anomalia cromossômica no feto. A maioria das anomalias cromossômicas são resultado de um óvulo ou um espermatozóide defeituosos. Essas anomalias são mais comuns em mulheres acima dos 35 anos, por isso, essas mulheres sofrem um maior risco de terem um aborto espontâneo quando engravidam, cerca de 70% dos casos

O aborto espontâneo durante o segundo trimestre deve-se à problemas externos como: incontinência do colo uterino, mal formação uterina, insuficiência de desenvolvimento uterino, fibroma, infecções do embrião e de seus anexos.

Um estudo realizado revelou que mulheres que fumam, consumem álcool ou drogas correm um grande risco e mulheres com infecções vaginais têm 5 vezes mais chances de terem um aborto espontâneo.

domingo, 20 de dezembro de 2009

O que é Medicina Fetal?

Medicina Fetal
Refere-se a uma avaliação especializada que abrange principalmente as gestações de alto risco, porém podendo ser estendida a qualquer situação que possa interferir com o desenvolvimento e/ou bem-estar fetal.
A seguir, descrevemos de modo sucinto, os grupos de pacientes a serem encaminhados, bem como a propedêutica fetal passível de ser aplicada:


GRUPO DE RISCO

1. Grupo de Risco Identificável Previamente a Gestação

Idade materna acima de 35 anos
Abortamentos de repetiçao
Malformação fetal em gestação anterior
Pais portadores de translocações cromossômicas
Doenças maternas crônicas (hipertensão arterial, diabetes mellitus, colagenoses, cardiopatias e outras)

2. Grupo de Risco Identificável Durante a Evolução da Gestação

Gestante com Isoimunização (Fator Rh, Fator plaquetário, outros)
Soroconversão materna durante a gestação (toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, herpes, varicela, AIDS, outras)
Polihidrâmnio ou oligohidrâmnio ao ultra-som de rotina
Retardo de crescimento intra-uterino
Suspeita de alteração morfológica fetal
Suspeita de alteração do ritmo cardíaco fetal
Alteração no exame dopplerfluxométrico
Exposição materna a agentes teratogênicos (Drogas, radia co es ionizantes, agentes infecciosos)
Rastreamento bioquímico materno alterado
Doença materna aguda

PROPEDÊUTICA FETAL

A propedêutica fetal é dividida em não invasiva e invasiva.

Propedeutica Fetal Não Invasiva

Aconselhamento genético-reprodutivo (Inclui avaliação de perdas fetais de repetição)
Ultra-sonografia de 1º trimestre
Ultra-sonografia Obstétrica Morfológica (estrutural)
Ultra-sonografia Obstétrica Genético-Fetal (frente às malformações fetais)
Dopplerfluxometria Obstetrica
Cardiotocografia Anteparto e Perfil Biofísico Fetal
Propedeutica Fetal Invasiva (Diagnóstica e Terapêutica)

Biópsia de Vilosidades Coriônicas
Amniocentese Genética
Amniocentese para Maturidade Pulmonar Fetal
Cordocentese
Punções e/ou Biópsias de Tecidos Fetais (pele, fígado, outros)
Amnioinfusão
Transfusão Intra-Uterina
Cirurgias Fetais (drenagens e derivações)

DESCRIÇÃO DOS PROCEDIMENTOS

NÃO INVASIVOS

Aconselhamento Genético-Reprodutivo

Refere-se a uma consultoria em Medicina Fetal podendo ser realizada antes, durante ou após a gestação. O objetivo principal é identificar e orientar as pacientes que estejam inclusas nos grupos de risco.

Rastreamento Bioquimico

Investiga o risco da gestante ter um filho com cromossomopatia (em particular, trissomia 21), baseado no resultado de algumas proteínas presentes no sangue da gestante.

Recomendado:

Entre 11 e 14 semanas (precoce)
Utiliza-se: PAPP-A + beta HCG (incluindo Translucência Nucal) Taxa de detecção= 80 a 90%

Alternativa:

Entre 15 e20 semanas
Utiliza-se: AFP + beta HCG + ESTRIOL Taxa de detecção = 60%

Ultra-sonografia Obstétrica Morfológica

Requer cerca de 40 minutos de avaliação ultra- sonográfica. Inclui a análise detalhada da morfogênese, biometria e vitalidade fetal.

Recomendamos 4 ultra-sonografias durante toda a gestação, cujos períodos ideais seriam:

10 - 22 semanas
18 - 22 semanas
26 - 28 semanas
Ao redor da 34ª semana

Dopplerfluxometria Obstétrica

E realizada quando há indicação pela Ultra-sonografia morfológica, em gestações de alto risco ou ainda à pedido direto do obstetra. Inclui a análise dos três compartimentos à saber: Materno (aa. Uterinas), Placentário (aa. Umbilicais) e Fetal (aa. Cerebrais)

Cardiotocografia e Perfil Biofisico Fetal

São realizados para o controle da vitalidade fetal. Se faz necessária em gestações de risco ou para controle após procedimentos invasivos em gestantes com fetos viáveis (acima de 28 semanas).

INVASIVOS

Biópsia de Vilosidades Coriônicas

Punção em região trofoblástica, para pesquisa de anomalias genéticas, desordens metabólicas e estudo de DNA, realizada à partir da 10ª semana de gestação (Ideal entre 11ª e 13ª semanas)

Amniocentese Genética

Punção para retirada de líquido amniótico para pesquisa de anomalias genéticas, desordens metabólicas, infecções congênitas e estudo de DNA para patologias específicas. Realizada preferencialmente entre 15ª e 20ª semanas de gestação.

Amniocentese Tradicional

Indicada para pesquisa de maturidade fetal e no seguimento de isoimunização ao fator Rh.

Cordocentese

Punção do cordão umbilical para pesquisa de anomalias genéticas, infecções congênitas e desordens metabólicas. Realizada após a 18ª semana até o termo.

Biópsia e Punção de Órgãos Fetais

Realizada apenas em casos individualizados, onde exista a necessidade do diagnóstico preciso para determinar a conduta à posteriori (genodermatoses, desordens metabolicas e outros).

Transfusão Fetal Intra-Uterina

Realizada quando há isoimunização e/ou situações que cursem com anemia fetal, que indique nível de transfusão.

Cirurgia Fetal Intra-Uterina

Realizada quando há malformação ao ultra-som, cuja evolução cursa com prejuízo da função de órgãos fetais ainda intra- útero.

Todos os procedimentos invasivos necessitam de preparo cirúrgico com assepsia, antissepsia e paramentação da equipe médica, sendo realizados, na maioria das vezes, com anestesia local e em âmbito ambulatorial. São realizados sob controle ultra- sonográfico.

Fonte: FETUS - CENTRO DE DIAGNÓSTICO, Av. Prof. Alfonso Bovero, 1057 - cjs. 91/94 - 9° andar - CEP 05019-011. São Paulo SP